About/Sobre

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Bio
Luiza Caetano is an interdisciplinary artist from Brazil residing in Athens, Ohio. She holds a BFA in Printmaking from Purdue University Fort Wayne and a minor in Art History, having completed one year of her studies in the University of Brasília, Brazil. She will be graduating with an MFA in Printmaking from Ohio University in the Spring of 2027. Caetano has exhibited in multiple shows at the Artlink Gallery, Fort Wayne, including the 44th National Print Exhibition (juried by Sachi Yanari-Rizzo, Curator of Prints and Drawings of the Fort Wayne Museum of Art) and the Artlink Midwest Regional Exhibition (juried by Joey Quiñones, Head of Fiber at Cranbrook Academy of Art, MI). She has also co-curated and installed many exhibitions over the years including Resilience and Resistance (co-curated) and Telluric (installed) by artist John Sabraw both at the Kennedy Museum of Art, in Athens, OH. Caetano’s work proposes a reevaluation of unequal power dynamics systems through the particular lenses of her Brazilian identity and experience as an immigrant in the United States.


Artist Statement
This is my seventh year living in the U.S., and I’ve never felt more Brazilian-Americanized. I can understand almost everything without subtitles when I watch movies, I love eating pizza for lunch, and superlatives have officially become a regular part of my vocabulary. The other day, though, I was talking with some friends about cheese and felt an overwhelming anguish about not being able to find Brazilian-tasting provolone here, and the fact that people have probably never tasted it either. It was one of those small, absurd moments that made me think about my existence as an immigrant and, more broadly, about epistemology: how do we know what we know?

The sources from which we gather knowledge are multiple and varied, and the way we understand the world is not always the same. As a Brazilian—and, I dare say, as an immigrant whose country bears the effects of colonization—we carry a certain anguish over the disdain toward our knowledge systems, but also a certain sorrow that the world doesn’t know what we know. Epistemology is not neutral and nor universal. Because of that, “tricking someone into listening” has become the main way I think about my practice: how can I exercise agency and defiance to make what has been overlooked difficult to ignore?
Through sculpture, performance, and printmaking, I like to create arbitrary games, put beliefs to the test, and make people uncomfortable with their position as bystanders in dynamics that normalize the idea of superiority of certain cultures and ways of knowing over others. I am interested in what happens when something familiar becomes strange, when assumptions are disrupted, and when viewers are asked to reconsider what they have accepted as natural or unquestionable. The center of my practice is to represent resistance.


Em Português
Bio
Luiza Caetano é uma artista interdisciplinar brasileira residente em Athens, Ohio, Estados Unidos. É bacharel em Belas-Artes, com ênfase em Gravura, pela Purdue University Fort Wayne, onde também cursou disciplinas complementares em História da Arte, tendo realizado um ano de seus estudos na Universidade de Brasília, Brasil. Concluirá seu mestrado em Belas-Artes (MFA), com ênfase em Gravura, pela Ohio University, na primavera de 2027. Caetano participou de diversas exposições na Artlink Gallery, em Fort Wayne, incluindo a 44ª Exposição Nacional de Gravura (selecionada por Sachi Yanari-Rizzo, curadora de gravuras e desenhos do Fort Wayne Museum of Art) e a Exposição Regional do Meio-Oeste da Artlink (selecionada por Joey Quiñones, chefe do departamento de fibras da Cranbrook Academy of Art, em Michigan). Ao longo dos anos, também atuou como cocuradora e responsável pela montagem de diversas exposições, incluindo Resilience and Resistance (Resiliência e Resistência), na qual foi cocuradora, e Telluric, cuja montagem realizou, ambas do artista John Sabraw e apresentadas no Kennedy Museum of Art, em Athens, Ohio. O trabalho de Caetano propõe uma reavaliação das estruturas de poder desiguais, a partir das perspectivas particulares de sua identidade brasileira e de sua experiência como imigrante nos Estados Unidos.


Poética Artística
No meu sétimo ano morando nos Estados Unidos, eu nunca me senti tão americaizada. Quando assisto a filmes, eu já consigo entender quase tudo sem legendas, adoro comer pizza de almoço e superlativos oficialmente se tornaram parte comum do meu vocabulário. Apesar disso, enquanto conversava com alguns amigos sobre queijos outro dia, senti uma avassaladora angústia por não conseguir encontrar aqui provolone com gosto de provolone brasileiro — e pelo fato de que provavelmente as pessoas daqui nunca sequer provaram aquele gosto. Foi um daqueles pequenos momentos absurdos que me fizeram pensar sobre minha existência como imigrante e, de maneira mais ampla, sobre epistemologia: como nós sabemos o que sabemos?
As fontes das quais extraímos conhecimento são múltiplas e variadas, e nem sempre compreendemos o mundo da mesma maneira. Como brasileira — e ouso dizer, como imigrante vinda de um país marcado pelas sequelas da colonização —, carregamos certa angústia diante do desprezo pelos nossos sistemas de conhecimento, mas também certa tristeza pelo fato de que o mundo desconhece aquilo que conhecemos. A epistemologia não é neutra e muito menos universal. Por essa razão, ‘enganar as pessoas ’ tornou-se um pensamento central na maneira como minha prática artística funciona: como posso desafiar as estruturas de poder de modo que aquilo que foi negligenciado se torne impossível de ignorar?”
Por meio de escultura, performance e gravura, eu gosto de criar jogos arbitrários, colocar crenças à prova e provocar desconforto diante da posição de espectador passivo que as pessoas ocupam em dinâmicas que normalizam a ideia de superioridade de determinadas culturas e formas de conhecimento sobre outras. Me interessa o que acontece quando algo familiar se torna estranho, quando pressupostos são interrompidos e quando o público é convidado a reconsiderar aquilo que aceita como natural ou inquestionável. O cerne da minha prática artística é dar forma à resistência.